quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

QUALIDADES PARA SER UM BOM PROFESSOR

É característica de um bom professor ter liderança e ser capaz de conseguir que outros o sigam, de provocar mudanças comportamentais e funcionais para a melhora do desempenho. A liderança, portanto, é o processo de influenciar o comportamento e motivar o indivíduo a atingir algum resultado, sendo o professor responsável pela supervisão da aula e apoio aos alunos que estão treinando.

Ocorre em diferentes escolas de Artes Marciais a participação de alunos em acontecimentos desagradáveis como confusões, brigas e outras. Talvez seja por uma inadequada formulação das aulas, dos seus objetivos e da qualificação dos professores. Há a necessidade de uma formulação de diretrizes educacionais que gerem mudanças nesse quadro social-desportivo.
 

Existem barreiras que devem ser superadas para a adequação da prática de Artes Marciais, aos conceitos éticos e morais de convívio em sociedade contemporânea:
 
  1. Conhecimento inadequado do assunto a ser tratado na aula, e falta de interesse nos fatores que podem ser modificados.
  2. Falta de conhecimento das estratégias necessárias para modificar tais comportamentos.
  3. A cultura desportiva valoriza certos princípios e desvalorizam outros. 
Não enfatizar a moral, o respeito e a disciplina na sequência didática das aulas e na relação psico-social entre praticantes, professores e adeptos em geral, pode estar contribuindo para que as barreiras sejam difíceis de serem superadas num momento ou por uma parte da população que pratica Artes Marciais.

As habilidades de um professor podem ser relacionadas a tarefas ou a relacionamento, associadas à liderança efetiva. As tarefas se multiplicam e só são assimiladas com estudo, empenho e experiência. Entre elas:

  • Planejamento de exercícios apropriados aos objetivos.
  • Modificação da intensidade e do tipo do exercício.
  • Explicação das precauções em diferentes situações.
  • Esquematização do programa de treino e de equipe.
  • Capacidade de decisão em emergências.
  • Marketing pessoal e de grupo.

No relacionamento associado à liderança efetiva temos exemplos como:

  • A capacidade de ouvir.
  • Atenção às necessidades individuais.
  • Interesse no que diz respeito a novos integrantes do grupo.
  • Aceitação das diferenças individuais.
  • Atenção para a integração do grupo.
  • Habilidade para educar.
  • Capacidade de motivar a equipe.
  • Persistência, honestidade e diplomacia.
  • Afinidade, empatia e outras vias de comunicação com os alunos.

As características e personalidades dos praticantes determinam o estilo de liderança e aí certas características devem ser avaliadas, como o estado de saúde, idade, objetivos e necessidades, classe sócio-econômica e nível educacional. Dentro de qualquer situação e característica dos participantes, um mestre deve ser capaz de manipular o equilíbrio entre os componentes da tarefa-orientada e do relacionamento-orientado, que devem ser incluídos com presença obrigatória nas aulas de Artes Marciais.
 

O estilo de liderança e o equilíbrio na utilização dos comportamentos, quanto às tarefas e o relacionamento, são determinadas de acordo como a situação se apresentar. O tipo de liderança para o indivíduo destreinado e obeso, interessado em perda de peso, é diferente daquele estilo de liderança para atletas preparados ou mais ainda para aqueles que já conseguiram atingir o profissionalismo e deixaram para trás o nível estandardizado de treinamento. A liderança é essencialmente um modo contínuo de estilos, desde o autoritário até o democrático e liberal. Nas situações onde a liberdade de pensamento é reprimida o mais utilizado é o autoritário (como no exército). Em outros casos onde há livre pensamento e a estrutura é resistente, ao estilo flexível é mais indicado. Neste contexto didático-pedagógico observam-se diferentes casos de alunos que só atendem através de comando e vivem na subserviência ou aqueles que se estruturam e decidem seus caminhos, seja orientado por um mestre ou por simples autodeterminação.
 

A motivação auxilia na liderança, nas mudanças que ocorrem e na manutenção dos anos de treino. Orientações com o conhecimento das razões que levam a um comportamento adequado, como saber quais as estratégias para motivar o aluno, que provavelmente, serão úteis para que os praticantes sejam maduros e ativos por mais tempo. A motivação do aluno para mudar ou manter comportamentos saudáveis, depende da educação da tomada de decisão e das habilidades competitivas, assim como a auto-avaliação do desempenho.

A motivação é maximizada quando os praticantes sentem controle sobre os objetivos e as atividades, se são bem sucedidos ou seus esforços são recompensados, de forma intrínseca com auto-estima e autoconfiança ou extrínseca com valorização social e econômica.
 

É então um princípio fundamental na adoção de mudanças comportamentais nos praticantes de Artes Marciais.

Desta forma os adeptos de Artes Marciais devem ter uma premissa de auto-responsabilidade que é central para as mudanças de comportamento pessoal mais saudável.

O bom professor deve programar suas aulas, procurar se reciclar em diferentes conhecimentos, práticos e teóricos, esclarecer suas dúvidas sobre seus procedimentos de ensino, reconhecer suas dificuldades e as necessidades individuais dos alunos. Cabe a ele selecionar os objetivos apropriados para vários grupos, permitir oportunidades de escolha, proporcionar o feedback e replanejar as aulas de acordo com a aprendizagem. O especialista deve ser capaz de ensinar a ciência da arte de lutar, tornar as atividades agradáveis e compensadoras. Essas habilidades podem ser ensinadas e, portanto, o interesse e o conhecimento nesta educação direcionada, é uma parte indispensável da liderança efetiva que os professores devem estar preparados para exercer no contexto das suas aulas de Artes Marciais.

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